Setor celebra avanço, mas entidade adota cautela enquanto aguarda a análise técnica do Inmetro
A Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e o Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço) concluiu integralmente as exigências preliminares solicitadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para que quatro categorias de produtos da indústria processadora de aço sejam avaliadas para possível inclusão na Agenda Regulatória 2026/2027.
Com a entrega da documentação técnica, o processo segue agora para análise do Inmetro, que decidirá se os itens avançam para a fase de estudos regulatórios prevista para o próximo biênio. O envio completo das informações indica que, em princípio, os produtos atendem aos critérios iniciais definidos pelo Instituto, mas a decisão final será exclusiva do órgão.
Quatro categorias de produtos da indústria processadora de aço foram submetidas para avaliação do Inmetro, sendo elas:
– Cabos de aço para usos gerais (atualização do RAC existente);
– Cabos e cordoalhas de aço para estaiamento de torres de transmissão (proposta de elaboração de RAC);
– Perfis (guias) de aço para elevadores (proposta de elaboração de RAC);
– Telas de aço soldadas nervuradas para estruturas de concreto (proposta de elaboração de RAC).
A demanda está alinhada às discussões sobre isonomia concorrencial e segurança estrutural no mercado nacional. Segundo o presidente da Abimetal-Sicetel, Ricardo Martins, a ausência de requisitos regulatórios mínimos abre espaço para a circulação de produtos que não seguem normas técnicas.
“Nossa indústria investe em qualidade, mas a entrada de produtos que não atendem às especificações técnicas compromete não apenas a integridade e a segurança estrutural do item, mas, principalmente, expõe a riscos a vida do consumidor”, afirma o executivo.
A entidade acompanha atentamente o andamento do processo e continuará dialogando com o Inmetro para contribuir tecnicamente, sempre que necessário. A expectativa é de que a análise traga maior clareza sobre os próximos passos e sobre o potencial início dos estudos regulatórios.
Caso aprovados, os produtos passam a integrar formalmente a programação da Agenda Regulatória 2026/2027, etapa que orienta futuras decisões do setor.