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Tecnologias emergentes impulsionam transformação do setor metalmecânico na indústria de defesa

Mapeamento da CNI destaca manufatura aditiva, digital e usinagem de ligas especiais para materiais avançados como tendências estratégicas para os próximos anos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou a coleção “Cadernos Prospectivos: Mapeamento de Competências do Profissional da Base Industrial de Defesa”, a fim de direcionar escolhas estratégicas para o setor de defesa na próxima década. As análises antecipam tendências organizacionais, ocupacionais e tecnológicas e identificam oportunidades para empresas do setor industrial.

O projeto foi elaborado por meio de um processo sistemático e estruturado de análise prospectiva desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e é consequência da parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Fundação Instituto de Administração (FIA/USP).

Entre os resultados, estão mais de 120 tecnologias emergentes identificadas, com presença crescente na cadeia fabril, que redesenham parte da produção, da infraestrutura de testes e da qualificação dos profissionais envolvidos nos processos, a fim de atender a altos níveis de exigência e confiabilidade.

Foram desenvolvidos oito estudos que abrangem segmentos como o aeroespacial; plataformas marítimas e fluviais; defesa cibernética; uniformes militares; sistemas C4ISTAR (controle, comunicações, computação, inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento); plataformas veiculares militares terrestres; munições, propelentes e explosivos; e armas e equipamentos de controle de tiro.

Neste contexto, a manufatura aditiva é apontada como solução para a fabricação de peças para armententos, enquanto ligas metálicas e aços de alta resistência entram como soluções para materiais mais avançados. Também são considerados estratégicos tratamentos e revestimentos que ampliam a vida útil, reduzem o peso e otimizam a temperatura dos equipamentos.

As análises sugerem ainda que a integração de manufatura digital está entre os próximos passos para os setores industriais, agregando novos sistemas, análise de dados e controle dimensional avançado em tempo real, aspectos cada vez mais essenciais.

Estas mudanças exigem, no entanto, investimentos e adaptações operacionais, a fim de evitar a desaceleração da produtividade à medida que esses diferenciais se tornam requisitos. Para isso, a atualização curricular, a formação de profissionais e o desenvolvimento da infraestrutura de laboratórios figuram entre os pilares para esse avanço.

A iniciativa oferece diretrizes para que as companhias do setor metalmecânico se atualizem e mantenham, assim, seu nível de competitividade e independência tecnológica. Para conferir os Cadernos Prospectivos da Base Industrial de Defesa (BID) completos, acesse: https://www.abdi.com.br/industria-de-defesa/

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