Demanda por cobre e alumínio deve impulsionar o setor nos próximos 12 a 18 meses, enquanto o aço apresenta perspectivas mais moderadas, influenciadas pelo desempenho da construção civil
Projeções realizadas pela agência de classificação de risco Moody ‘s analisam a estabilidade das commodities nos próximos 12 a 18 meses, prevendo um crescimento de cerca de 3% no EBITDA agregado do setor global de metais durante o período. Na avaliação, o cobre e o alumínio lideram as melhores ofertas, já o aço segue estável.
O cobre, essencial na condução de alta precisão de energia, e o alumínio, aplicado em cabos de transmissão de energia de longa distância, são os pilares materiais da eletrificação e da transição energética global. A análise prevê alta demanda destes metais, impulsionada pela expansão de energias renováveis, redes elétricas, mobilidade elétrica e projetos de infraestrutura como data centers.
Quanto às perspectivas do aço, material comumente consumido na construção civil, seguida de perto pela indústria automotiva e pela fabricação de meios de transporte, as expectativas estão estáveis e modestas. Segundo a Moody’s, a demanda pode apresentar um aumento razoável, mas com variações regionais. Entre os fatores que mais a impulsionam estão os avanços do setor imobiliário da China, que lidera o consumo do material.
Apesar das perspectivas positivas para alguns metais, a Moody’s avalia que o crescimento do EBITDA estará diretamente relacionado a uma atividade econômica mais forte e à sustentação dos preços das commodities. Essas projeções ajudam a compreender e antecipar tendências de demanda, custos de produção e oportunidades de investimento, que devem tomar a indústria metalúrgica nos próximos meses.