FAPESP simplifica etapas de submissão, flexibiliza exigências para pesquisadores e amplia o apoio a pequenas empresas, incluindo o setor metalmecânico
As normas para submissão de propostas ao Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), gerido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), têm passado por mudanças que agilizam o financiamento de projetos de inovação industrial para empreendedores, incluindo o setor metalmecânico. Com atualização prevista para 15 de setembro, as novas regras visam reduzir a burocracia e acelerar o ciclo de transferência tecnológica para pequenos negócios.
Estão entre as mudanças a redução de documentos solicitados nas etapas iniciais e a simplificação do processo de submissão da Fase 2 Indireta e do PIPE Invest. A medida contempla ainda a centralização de informações do antigo Relatório de Desenvolvimento Empresarial (RDE) no Relatório Científico, prestado ao final da pesquisa. Isso vale para Auxílios PIPE já concedidos.
Outra alteração, segundo Patrícia Tedeschi, gerente de Inovação da FAPESP, diz respeito às exigências de capacitação dos agentes responsáveis pelas propostas. Agora, o pesquisador responsável (PR), sócio da empresa e representante legal no contrato com a FAPESP, poderá conduzir a execução do projeto sem necessidade de capacitação técnico-científica específica na área da pesquisa.
Com um modelo testado em cinco chamadas temáticas do PIPE Jornada Tecnológica, modalidade de apoio lançada pela FAPESP em março de 2026, foram registradas cerca de 900 propostas desde então. O novo regulamento também permite usar recursos do PIPE para pagar incubadoras e contar com apoio externo no acompanhamento dos projetos de pesquisa e desenvolvimento.
Para saber mais sobre as novas normas, acesse: fapesp.br/pipe/normas/